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Novo tratamento contra HIV desenvolvido no Brasil cura paciente

Novo tratamento contra HIV desenvolvido no Brasil cura paciente

Data de Publicação: 18 de julho de 2020 15:51:00

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveu uma abordagem que conseguiu eliminar o HIV de um homem que sofreu em virtude do vírus durante 7 anos. Segundo informações preliminares, o paciente está há 17 meses curado.

Isso foi possível graças a uma fórmula para reduzir a replicação do HIV, desenvolvida a partir de combinações de remédios variados e uma vacina produzida com base no DNA do próprio paciente.

O paciente curado, que não quis se identificar, deu uma entrevista exclusiva para a CNN e mostrou o teste para diagnóstico do HIV realizado neste ano: havia amostra não reagente para o vírus.

Somente dois casos de cura da Aids foram reconhecidos pela comunidade científica até o momento: Timothy Ray Brown e Adam Castillejo. Em ambos casos, os pacientes foram submetidos a um transplante de medula óssea e, devido a uma mutação rara, se livraram do vírus.

Como o estudo foi realizado?

Os especialistas reuniram um grupo de homens com uma carga viral baixa, isto é, com o vírus indetectável e sem capacidade de transmissão. O estudo começou em 2013, sob a coordenação do infectologista Ricardo Sobhie Diaz, com o objetivo de acelerar os efeitos do tratamento — o que significa, na prática, diminuir a quantidade de células infectadas.

Segundo o infectologista, a próxima fase do estudo será realizada com 60 pessoas, incluindo mulheres como voluntárias. Por enquanto, a pesquisa está paralisada devido à pandemia de covid-19.

Avanços no combate ao HIV

Durante a Conferência Internacional de Aids, que acontecerá virtualmente a partir desta segunda-feira (6), serão apresentados mais detalhes sobre esse trabalho. A confirmação do resultado será um marco histórico importante, já que será o primeiro tratamento bem-sucedido contra o vírus sem envolver transplante de medula.

O chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Eduardo Sprinz, defende que os resultados apresentados à comunidade científica internacional marcarão uma nova etapa na luta mundial contra a síndrome.

 

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