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Quase 4 milhões das famílias mais ricas têm alguém recebendo o auxílio de R$ 600

Quase 4 milhões das famílias mais ricas têm alguém recebendo o auxílio de R$ 600

Data de Publicação: 3 de junho de 2020 18:55:00

Nos últimos meses, um terço dos cidadãos de classes A e B solicitaram o auxílio emergencial. E, ao todo, 69% deles tiveram o cadastro aprovado. Ou seja, 3,89 milhões das famílias mais ricas do país têm algum integrante recebendo o benefício criado para auxiliar os trabalhadores mais vulneráveis durante a pandemia.

Os dados foram divulgados pelo Valor, em pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva. O Valor fez pesquisa ouvindo 2.006 pessoas de 72 cidades do Brasil entre 20 e 25 de maio. A amostra é considerada representativa da população do Brasil e a pesquisa tem margem de erro de 2%, para mais ou para menos.

O auxílio de R$ 600 foi criado para pagar, inicialmente, o valor em três parcelas para trabalhadores autônomos, informais, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados, desde que não recebam o seguro-desempregado. Entre os requisitos para ser aprovado, o cidadão deve ter renda per capita de até R$ 522,50 por mês ou renda da família de até três salários mínimos (R$ 3.135).

Para burlar o sistema, os integrantes das famílias de classes A e B omitem a renda familiar no momento do cadastro. O fundador da pesquisa, Renato Meirelles, revelou que os integrantes dessas famílias, que recebem mais de R$ 1.780 por mês, não consideram que fraudaram o sistema.

Em geral, o argumento para os integrantes de famílias de classes altas não considerarem que fraudaram o sistema é de que sempre pagaram impostos e nunca tiveram “nada em troca do governo”. Alguns também alegam que a crise econômica está “difícil para todo mundo”.

A pesquisa fez balanço sobre como a crise econômica afetou essas famílias de classes altas. Há amostra de integrantes que têm rendimento menor ou fecharam negócios. Entretanto, diferente de famílias pobres, entre as famílias de classes A e B apenas 2% alegam falta de dinheiro para comprar alimentos e 3% alegam falta de dinheiro para comprar itens de higiene. Destas famílias de classe A e B, 20% alegam ter deixado de pagar alguma conta por causa da pandemia do novo coronavírus.

 

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