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40% de restaurantes podem fechar em SP e demissões chegam a 900 mil no país, estima Abrasel

40% de restaurantes podem fechar em SP e demissões chegam a 900 mil no país, estima Abrasel

Data de Publicação: 1 de maio de 2020 19:16:00
Enquente da Abrasel diz que 60% dos empresários do setor defendem isolamento com retorno gradual

Já há mais de um mês com as portas fechadas, muitos restaurantes podem não sobreviver à pandemia do novo coronavírus. De acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Restaurantes (Abrasel – SP), cerca de 40% dos estabelecimentos em São Paulo e região devem fechar as portas definitivamente. O estudo ouviu 125 empresários que possuem, no mínimo, três negócios, totalizando 375 restaurantes.

O dado é uma média da percepção dos empresários associados à entidade, que acompanham o dia a dia do setor. Há uma variação entre os mais pessimistas, que apostam no fechamento de 60% dos restaurantes, e dos mais “otimistas”, que são minoria, de acordo com a Abrasel e apontam entre 10% e 20% de falências.

Esse pensamento tem como base, sobretudo, questões financeiras. Para 59% dos entrevistados, o auxílio do governo federal não atendeu às necessidades. Já para 35%, as medidas foram suficientes, mas a demora na liberação e a dificuldade para acesso ao crédito agravaram o cenário.

O isolamento social total é apoiado por apenas 20% dos entrevistados. Para 61%, o ideal é que as atividades econômicas comecem a retornar de forma gradual e segura. Os que apoiam a retomada imediata das atividades são 14%.

De acordo com a Abrasel, os empreendedores não estão confiantes com a retomada do comércio, pois acredita-se que os clientes levarão um tempo para se sentirem seguros, tanto do ponto de vista sanitário quanto do financeiro. A sugestão da entidade é redefinir estratégias, com corte de custos, priorização da limpeza do estabelecimento, cardápios enxutos e maior espaçamento entre as mesas, por exemplo.

A pesquisa identificou, ainda, que os empreendedores sentem necessidade de mais cartilhas de boas práticas que ajudem na retomada, além de acesso a mais opções de crédito, negociação de custos com fornecedores de água e energia e também com operadoras de delivery.

Limpeza é a nova prioridade para os clientes


Os restaurantes terão ainda mais desafios pela frente, com a mudança nos critérios de escolha do consumidor. De acordo com a pesquisa “Alimentação na pandemia - a Covid-19 impacta os consumidores e os negócios em alimentação”, realizada pela consultoria especializada em food service Galunion, em parceria com o Instituto Qualibest, higiene e limpeza passam a ser os fatores de maior importância para a escolha de um restaurante (78%), seguido de preço justo (51%) e ter comida gostosa (43%).

A pesquisa ainda identificou que 56% não querem mais comprar em quiosques e carrinhos de rua e 42% pretendem evitar foodtrucks. A lista de estabelecimentos que caíram na preferência são restaurantes por quilo (40%), lanchonetes ou fast-food (34%), restaurantes à la carte (30%), lojas de conveniência (28%), restaurantes para buscar comida e levar pra casa (25%), drive-thru (24%), atacados (21%), restaurantes por delivery (16%) e hipermercados (16%).

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